Helena Silva – A Alma do Tibães Fashion

No passado sábado, 09 de setembro, estivemos à conversa com Helena Silva, organizadora do evento de moda mais emblemático de Braga, o Tibães Fashion e quisemos dar-vos a conhecer mais sobre o mesmo e sobre o motivo pelo qual precisam de marcar presença para o ano.

1. Como surgiu a ideia do Tibães Fashion?
R: “Surgiu como uma brincadeira. Ligaram-me a dizer que iam fazer um evento de moda no Mosteiro de Tibães e perguntaram-me se conhecia. Eu disse que conhecia, que era a minha terra. Pediram-me para ir ver o que se passava e levar a Helena Júnior, porque tinham convidado um colega meu do Porto, para marcar presença no casting.
E eu pensei logo: “O que é que se iria fazer na minha terra?! No meu mosteiro?” Foi um bocadinho assim. Cheguei cá (Mosteiro de Tibães) e encontrei um grupo de miúdos, da faixa etária dos dezoito aos vinte anos que estavam a fazer um casting para um desfile de moda pois tinham feito uma sessão fotográfica no espaço e, para pagarem a sessão, tinham que organizar um evento no Mosteiro de Tibães, de forma a promover o espaço. Eles estavam totalmente perdidos e foi aí que perguntei o que iam fazer em concreto. Comecei a fazer-lhes perguntas, como se tinham fita para tirar medidas às manequins e a resposta foi não…. Respondi-lhes que para fazerem um desfile aqui tinham que fazer algo em grande ou seria melhor não fazerem nada. Pediram-me ajuda. A partir daí, já não parei. Tratei da imprensa, modelos, etc. Eles acabaram por tratar da fotografia porque eram miúdos que estavam a tirar um curso nessa área.”

2. Acredita que Braga já está incluída no roteiro da moda?
R: “Acredito. Acredito porque para onde vou já me perguntam o que é o Tibães Fashion e já termos seis edições de sucesso e tal ser reconhecido fora da cidade como em Lisboa, Porto, Paris…”

3. O Tibães Fashion foi fulcral para Braga ficar no roteiro?
R: “Foi, decididamente! Até porque se forem ver ainda esta semana saiu uma notícia sobre o Mosteiro de Tibães que diz que o Mosteiro nunca foi tão procurado, comentado e visitado de há 3 anos para cá e, segundo o que temos investigado, é o evento de moda público com mais gente e que chama mais intervenientes do meio para a nossa cidade de Braga. Hoje, tínhamos trezentas e cinquenta cadeiras e fui obrigada a ir buscar mais cento cinquenta e, mesmo assim, ainda ficaram pessoas de pé.”

4. Porque é que as pessoas devem vir ao Tibães?
R: “Devem vir ao Tibães porque além de se tentar mostrar moda pura, criatividade, design nacional, também mostramos a alma como as pessoas se entregam e trabalham junto de nós. Nós trabalhamos pessoas, com pessoas, para pessoas, ou seja, toda a dinâmica que aqui está é com uma essência própria. Fazemos moda com pessoas, para pessoas e não com coisas.”

5. Este ano, o Tibães Fashion é só um dia em vez de dois, ao contrário da edição passada. Porque é que optou por juntar jovens designers e designers num só dia?
R: “Optei por ter só um dia porque recuei à primeira edição do Tibães Fashion, edição essa que tivemos cerca seiscentas a setecentas pessoas cá dentro, Só miúdos da Cenatex que nós selecionamos e foi um sucesso num domingo à tarde. A partir daí, disseram que nunca tiveram tanta gente no Mosteiro. Este ano, voltamos às origens onde decidimos dar o estrelato aos jovens designers (novos talentos) com apadrinhamento de também jovens designers empreendedores, mas já com passadas vincadas na moda, como o exemplo do Nelson Lisboa, Daniela Barros e Pedro Neto.”

6. É uma escolha arriscada, mas pode ser que seja um fator de diferenciação no mundo da moda. A diferenciação foi um dos motivos que a fez passar para um só dia, juntando os estilistas?
R: “Sim. O que me fez voltar à primeira edição foi exatamente isso. Dar oportunidade aos jovens designers de sentirem e usufruírem uma noite com Alma e Glamour, num programa com grandes profissionais. Dar-lhes o mesmo prestígio, para passarmos o testemunho, que nunca somos “menores” que ninguém, mas sim que temos que caminhar, trabalhar, acreditar, realizar para em tornar o Sonho possível. Também tivemos como objectivo, criar e proporcionar trocas de experiências profissionais com os profissionais convidados das várias vertentes ligadas à moda. Desde Manequins, Fotógrafos, Maquilhadoras, Cabeleireiras, Empresários, Blogguers…, que serviram de incentivos e promoção na carreira que estão agora a construir e começar.”

7. Pode levantar um pouco o véu sobre o que tem em mente para o próximo ano?
R: “O que posso dizer é que terá que ser muita coisa restruturada e de edição para edição há essa necessidade de profissionalização, de aperfeiçoamento, de responsabilidade porque começamos a caminhar e começamos a subir e quanto mais é a subida mais é a responsabilidade e mais é o receio de não falhar, de não deixar ficar mal quem se associa a nós, não deixar ficar mal os miúdos que estão ao nosso redor e há uma expectativa sempre maior de superar o anterior. A moda é isto, tem que ser sempre reinventada! Tem que ser feita com Alma, dedicação e Amor”.

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Ensaios para o desfile

 

Texto: Adriana Matos | Fotos: Sérgio Pereira & Leandro Melo
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